quinta-feira, dezembro 18, 2008

wiretomb

The Wire


The Wire começa aparentemente pequeno e simples. Parece ser uma história de polícias e ladrões. E cinco temporadas depois temos um retrato impressionante em dimensão de toda uma cidade - Baltimore - e sobretudo do completo falhanço das instituições nas suas responsabilidades perante o indivíduo. Desenrola-se numa cidade específica mas toda a gente é unânime em reconhecer que este desenho se aplica ao resto dos Estados Unidos e, do ponto de vista mais sociológico a qualquer país civilizado que lide com o crime, dificuldades económicas ou na educação, ou políticos autistas.

Muito bem escrita - e, no caso dos diálogos, não deixem que o uso do calão ou a linguagem banal de rua engane e faça parecer "só mais um cop drama" - mostra-nos tudo desde o que se passa nas esquinas; nas escolas - o local não oficial de treino para as esquinas; no departamento de Polícia onde a burocracia impede mudanças reais; na redacção do principal jornal onde o desfasamento com a realidade impede a prática de jornalismo eficaz e na Câmara onde as pessoas são números. E nós assistimos, compulsivamente, ao efeito dominó em que tudo afecta outro tudo. A determinada altura um grupo de miúdos consciente do seu destino no dia-a-dia das esquinas parece ter hipótese de conseguir algo melhor, mas a ineficácia do sistema de ensino, a burocracia, o conformismo, o "manter as quotas", imediatamente encarregam-se de os puxar de volta.

Nenhuma outra obra de ficção televisiva chega sequer perto desta. Complexa, ambiciosa, sem cedências, não é necessariamente uma série fácil - perto desta qualquer outra coisa em televisão parece um programa infantil. Foi desenvolvida por um antigo repórter do Baltimore Sun, David Simon, que se baseou nas experiências de um detective, Ed Burns e o título "The Wire" traduz-se como escuta telefónica, a principal tecnologia usada nas investigações.




Uma das minhas cenas, quando dois detectives percebem onde estão a ser escondidos cadáveres. "This is a tomb".

quinta-feira, novembro 20, 2008

I'll keep stealing, breathing her.


Iron & Wine "Naked as we came"

sexta-feira, novembro 14, 2008

the monologue means nothing to me


Elliot Smith "Can't make a sound"

quinta-feira, novembro 13, 2008

quarta-feira, novembro 05, 2008

it won't stray


DJ Krush & Esthero "Final Home"

sexta-feira, outubro 31, 2008

"Take On Me" literal


música: Sufjan Stevens "Chicago"

quarta-feira, outubro 22, 2008

the winter's tuning up


Pixies "I Can't Forget"

domingo, outubro 19, 2008

everyone's a loser


I-Monster "Everyone's a loser"

Animal Collective "Loch Raven"


Animal Collective "Loch Raven"

segunda-feira, outubro 13, 2008

our time


Imperial Teen "Our Time"

quinta-feira, outubro 09, 2008


Elysian Fields "Stop The Sun"

quarta-feira, setembro 17, 2008


Mirah "Cold Cold Water"

quinta-feira, agosto 21, 2008


Como dizem os meus amigos modernos, que malha!

Gang Gang Dance "House Jam"

quarta-feira, agosto 13, 2008

all things go, all things go


música: Sufjan Stevens "Chicago"

sexta-feira, agosto 08, 2008

Is Chicago



Soul Coughing "Is Chicago, Is Not Chicago"

wonders never cease



Morcheeba "Wonders never cease"

quarta-feira, junho 04, 2008

quarta-feira, maio 14, 2008

terça-feira, abril 22, 2008


Tears For Fears "Mad World"

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

quarta-feira, janeiro 09, 2008



Neutral Milk Hotel "Two-Headed Boy + The Fool"

Confesso que na altura comprei o disco porque achei o nome da banda über-cool. Não fazia ideia de quem era o Jeff Mangum, não sabia que tinha sido um dos fundadores da Elephant Six, uma editora/colectivo de músicos de onde depois sairam projectos como os Apples In Stereo ou os Olivia Tremor Control. Isto foi na era pré-internet em que a descoberta se fazia correndo o... hm... "risco" - comprar um CD significava duas semanas a lanchar bolachas de água e sal.
"In The Aeroplane Over The Sea" faz dez anos e ainda é o melhor disco que não ouviram.

terça-feira, janeiro 08, 2008