segunda-feira, abril 30, 2007


video: ric
(o meu colega e amigo) Branches, nesta última sexta, no "Mercedes", acompanhado pelos Sapien Sapiens.

segunda-feira, abril 23, 2007

terça-feira, fevereiro 13, 2007


foto: ricardo fortunato

De vez em quando chego a casa e olho para o meu piano e sinto-me culpado. Culpado por dois anos e meio de lições não estarem a servir para tirar dali músicas como, por exemplo, as que o Yann Tiersen consegue tirar do dele. Quando ciclicamente lá tento compor alguma coisa o resultado é sempre um sofrível Richard Clayderman meets romântica FM featuring Anjos. E fico sempre a interrogar-me "como raio é que ele consegue?". Ele faz o piano parecer tão... moderno. É um piano, sempre com aquele tom grave e sério dos pianos, mas tem sempre um travo a pop, como esta música que uso para ilustrar o post. É muito definitivamente assobiável. Nem é das mais populares, apesar de fazer parte da banda sonora da "Amélie", mas não é a faixa principal que toda a gente adora trautear. E ainda assim, é genial.

Yann Tiersen, "Comptine D'un autre été: L'après-midi"

quinta-feira, fevereiro 01, 2007


Ontem perdi-me pela quarta vez no Porto. Acho que gosto de andar perdido. A solução depois é simples: andar sempre em linha recta até reconhecer alguma coisa.

Margarida Pinto, "Apontamento"

quarta-feira, janeiro 24, 2007



Como aquel que en soñar gusto recibe,
su gusto procediendo de locura,
así el imaginar con su figuravanamente su gozo en mí concibe.

Otro bien en mí, triste, no se escribe,
si no es aquel que en mi pensar procura;
de cuanto ha sido hecho en mi ventura
lo sólo imaginado es lo que vive.

Teme mi corazón de ir adelante,
viendo estar su dolor puesto en celada;
y así revuelve atrás en un instante

a contemplar su gloria ya pasada.
¡Oh sombra de remedio inconstante,
ser en mí lo mejor lo que no es nada!

Electrelane, "Oh Sombra!" (a letra é a adaptação de um poema de Juan Boscán Almogáver)